domingo, 22 de maio de 2011


"Eu acredito que não existem heróis.
A gente pode ter pessoas realmente espetaculares, por exemplo, figuras espiritualizadas, religiosas, que são grandes modelos para a humanidade, mas na verdade todo mundo é igual.
Eu não acretito que eu tenha uma verdade a mais. E principalmente a juventude.
Se a juventude cair nesse erro de acreditar que sim, elas inevitavelmente vão acabar descobrindo que o ídolo delas tem pés de barro."
Renato Russo

 

Renato Russo: Alguém aí, Já sofreu por amor?
Público grita.
Renato Russo: Isso tudo já se apaixonou de verdade?
Público grita.
Renato Russo: Eu sempre faço essa pergunta porque eu não acredito nisso. Eu cheguei à conclusão que se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento.


Renato Manfredini Junior gostava de fantasiar que fazia parte de uma banda de rock imaginária chamada 47th Street Band, na pele do fictício Eric Russel. De quebra, quis homenagear o iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, o filósofo inglês Bertrand Russel e o pintor francês Henri Rousseau. Tornou-se Renato Russo.

sábado, 21 de maio de 2011

Obrigado Renato Russo ...


Por - pelo menos ter tentado - nos ensinar que é preciso amar como se
não houvesse amanhã; que a felicidade mora aqui, com a gente, até a
segunda ordem; e que quando se aprende a amar, o mundo passa a ser
nosso. Nos ensinar que é a verdade que assombra, o descaso que condena e
a estupidez que destrói, que disciplina é liberdade, compaixão é
fortaleza e quando se tem coragem, tem bondade. E por sempre, sempre,
falar que não devemos deixar que nos digam que não vale a pena acreditar
no sonho que nós temos. Por nos ensinar, também, que se quisermos
alguém em quem confiar, devemos confiar em nós mesmos. E por nunca
cansar de nos lembrar que todo mundo sabe, ninguém quer mais saber. Por
entender nossa carência, nossa procura por alguém que um dia possa nos
dizer que quer ficar só conosco. Por nos entender quando dizemos que se o
mundo é parecido com o que vemos, preferimos acreditar no mundo do
nosso jeito; por insistir que se entregar é uma bobagem e que o vento
leva sempre tudo embora. (...)
                  Eu teamo Renato Manfredini Júnior ♥
O que quase todos na casa dos quarenta, quase todos na casa dos trinta, e quase todo adolescente e pós-adolescente de hoje têm em comum? Talvez seja o fato de, ao ouvirem as músicas daquela que foi e ainda é a maior banda do rock brasileiro em todos os tempos, sentirem a sensação de que as letras da Legião Urbana se encaixam e se identificam no cotidiano sentimental geral das pessoas e, ao mesmo tempo, são compatíveis com a realidade emocional particular de cada um.
Músicas como ‘Será’, ‘Pais e Filhos’, ‘Tempo Perdido’, ‘Há Tempos’, ‘Faroeste Caboclo’, ‘Eduardo e Mônica’ e muitas outras atravessaram as décadas de 80, 90 e chegaram aos dias de hoje, quase 12 anos após o fim das atividades de Legião, como sucessos que ainda retratam com impressionante atualidade, nossa realidade emocional, social e política. São essas características das músicas da Legião Urbana que fazem da banda uma unanimidade que liga diversas gerações num gosto comum.
O filho de Renato Russo em foto de 2006, aos 17 anos: guitarra como hobby e planos de estudar Direito..
O veterano cineasta Antônio Carlos da Fontoura está dirigindo um filme Sobre a Legião Urbana, “Somos Tão Jovens”, que tem o lançamento previsto para o final de 2008, ou no decorrer de 2009.
A Legião Urbana ainda é o terceiro maior grupo musical da gravadora EMI em venda de discos por catálogo em todo o mundo hoje em dia. São 13 discos que ultrapassam as 19 milhões de cópias vendidas, o que dá uma média de cerca de 200 mil cópias por mês. Uma marca que, sem dúvida, dá à Legião Urbana do eterno trovador solitário Renato Russo, o título de maior banda brasileira de rock em todos os tempos.


Após a morte de Renato Russo, foram lançados o Acústico MTV Legião Urbana, em 1999, e mais 4 discos com gravações anteriores a 1996, além da coletânea Música para Acampamentos, lançada em 1992. Existem ainda 8 discos solo de Renato Russo.
Renato deixou um filho, Giuliano Manfredini, que hoje tem 19 anos e mora com os avós paternos em Brasília. O rapaz foi fruto de uma rápida relação entre o cantor e uma fã que, segundo os pais de Renato Russo, morreu num acidente de carro, em 1990.

Renato Russo com o filho Giuliano Manfredini